Bula 300 de aprovação da Missão Siríaca ou Sírian Ortodoxa no Brasil
07:25 Postado por www.de-ortodoxiabrasil.blogspot.com

Segue abaixo, a Bula Patriarcal de número 300, devidamente traduzida do Aramaico, pelo Legado Apostólico no Brasil, Mons. Antonio Nakkoud. Ou seja, a Igreja Missionária Sírian Ortodoxa está aprovada e confirmada no Brasil, aliás, pela bula, nunca esteve "desaprovada", a bula a confirma e reafirma sua fidelidade à Igreja Sírian ou Siríaca Ortodoxa no Brasil.
Missão Siríaca ou antiga ICOSB, mãos à obra do Senhor nosso Deus, pois a messe é grande!
PATRIARCADO SÍRIO ORTODOXO DE ANTIOQUIA E DE TODO ORIENTE.
DAMASCO – SÍRIA.NÚMERO: 300/2009.
DATA: 24/05/2009.
BULA PATRIARCAL
EM NOME DO DEUS ETERNO E ONIPOTENTE.
IGNÁTIUS Iº IWASS. PATRIARCA DE ANTIOQUIA, TODO ORIENTE E SUPREMO DA IGREJA SÍRIAN ORTODOXA.
Enviamos aos nossos amados e estimados filhos espirituais, clero e demais membros da nossa Igreja (Missionária) Sírian Ortodoxa no Brasil, a nossa Benção Apostólica, munida de preces, pela paz e bem estar de todos. Que a Providência Divina vos proteja, pela Santa Intercessão da Nossa Senhora Virgem Maria, São Pedro o líder dos Apóstolos, com os demais Santos e Mártires. Amém.
Com imensa alegria recebemos nos dias 15 e 16 de maio do ano de 2009, na nossa Sede Apostólica e Patriarcal. No Mosteiro do Afrém Sírio, em Maarat Saydanaia, uma delegação da nossa Igreja Missionária no Brasil, formada por 18 pessoas entre religiosos e leigos, liderada pelas Eminências: Dom Leolino Gomes Neto e Dom José Faustino Filho, acompanhada pelo nosso Delegado Patriarcal da Igreja no Brasil, o Mons. Antônio Nakkoud, e o nosso Legado Apostólico para a nossa Igreja Missionária no Brasil.
Neste encontro tratamos a expansão da Igreja Missionária no Brasil, desde o ano de sua função em 1983 até o presente momento, seu zelo pelas tradições de nossa Igreja Sírian Ortodoxa, sua Fidelidade Canônica à nossa Cátedra Petrina e seu amor à nossa língua oficial da Igreja o Aramaico.
E Declaramos pela nossa autoridade Apostólica, na qualidade de Patriarca de Antioquia, todo o Oriente, Supremo Chefe da Igreja Sírian Ortodoxa e Pai de todos os Siríacos Ortodoxos no mundo, a legitimidade da nossa Igreja Missionária no Brasil, aprovamos sua caminhada de fé, e nomeamos os nossos Bispos Dom Leolino Gomes Neto e Dom José Faustino Filho para Pastorear, e administrar a nossa Igreja Missionária Sírian Ortodoxa no Brasil, com o apoio e ajuda do nosso Legado Apostólico o Mons. Antônio Nakkoud.
Todos devem estar ligados com obediência total a mim, Mar Ignátius Zakka Iº Iwass, o atual Patriarca da Sede Antioquina e com meus sucessores, nos assuntos que dizem respeito aos assuntos espirituais, Eclesiásticos e administrativos da nossa Igreja Missionária no Brasil.
Que Deus vos ajudem a cumprirem seus deveres, de zelarem pelas nossas tradições e de respeitarem a nossa hierarquia, nossas leis e nossa organização. Vos recomendamos ainda que sejam unidos para a Glória de Deus, e para o bem estar da nossa Igreja Missionária no Brasil. Ao finalizar, oremos para que Deus conceda ao Brasil a paz e a prosperidade.
Nada mais a tratar. Que a graça de Deus esteja convosco. Pai Nosso...
Emitida na nossa Sede Patriarcal.
24 de maio de 2009, Damasco-Síria.
São 29 anos da nossa posse Apostólica.
Sejam Bem vindos e bem vindas!
20:05 Postado por www.de-ortodoxiabrasil.blogspot.com

Sejam todos bem vindos e bem vindas à página do Blog da Igreja Siríaca Ortodoxa.
IGREJA SIRIACA ORTODOXA
16:02 Postado por www.de-ortodoxiabrasil.blogspot.com
Quem faz a experiência com Deus, leva-O aos demais (Jo 1,35-42)
19:46 Postado por www.de-ortodoxiabrasil.blogspot.com

Quem faz a experiência com Deus, leva-O aos demais [Jo 1, 35-42]
Gostaria de desenvolver as temáticas dos versículos 35 ao 42 do capítulo 1 do evangelho de João destacando três momentos importantíssimos e acentuados pelo evangelista João. O primeiro sobre a necessidade de “perder” para “ganhar”. No segundo, destaco que as palavras de Jesus eram, para João, sempre acompanhadas por fatos. E, finalmente, aquele que faz experiência com Jesus também quer que o outro (irmão) conheça o amor infinito de Deus, no Filho. Um dos nossos modelos de pregador é, sem dúvida João Batista. O homem que se deixar trabalhar pelo Espírito Santo sabe interiormente “perder” para “ganhar”. Na verdade, não há, a princípio, a intenção de “perder” para, no fim de tudo, receber a recompensa, isto é, “ganhar”. O homem de Deus não busca, ou melhor, não deveria buscar recompensas, pois, suas intenções estão ou deveriam estar marcadas por essas palavras: “não fizemos nada mais do que nossa obrigação”. Portanto, o Reino dos Céus é diferente do Reino Humano: perdendo, conseqüentemente, ganhamos, sem, contudo, ficar esperando ser recompensado. É automático. O exemplo de João mostra-nos uma abertura de coração à voz de Deus que fala no íntimo do seu servo. João XXIII disse certa vez que “é bom ser importante, mas é mais importante ser bom”. Em outras palavras, torna-se muito bom servir a Deus, realizar suas obras, ser, pois, seu hábil instrumento, mas muito mais importante que isso, é se deixar ser trabalhado pelo Espírito Santo, a fim de que sejamos, realmente, como Cristo, bons. Bons pregadores, bons missionários, bons maridos, boas mulheres, etc. Um missionário sem o domínio próprio, sem o autoconhecimento, sem cura interior, sem discernimento do Espírito, ao invés de aproximar as pessoas de Jesus, acaba afastando-as. Queremos, finalmente, ser missionários conduzidos pelo Espírito Santo ou conduzidos por nossas próprias idéias, vaidades, orgulho espiritual? Torna-se preciso fazer-se discípulos. É esta a receita. Seguir Jesus é, sobretudo, fazer a experiência pessoal com Ele, assim como fizeram aqueles dois discípulos de João. João apontou o caminho, Jesus, e os seus discípulos deixaram o primeiro mestre para acompanhar o segundo. Seguir Jesus é, sobretudo, querer e viver como o Mestre. Buscar primeiramente saber onde mora o Mestre, o que Ele faz, qual o seu estilo de vida, suas condições. As palavras de Jesus eram, de acordo com o evangelista, acompanhadas pela ação: “Mestre, onde moras?”. “Venham e vejam!” O método de João é apontar ao cordeiro de Deus e o de Jesus é, através da ação, instruir aos dois discípulos que é preciso, primeiramente, fazer a experiência com Ele. Só após a experiência do discipulado, isto é, do amor de Deus em ação torna-se capaz de tornar-se um discípulo. Qual tem sido o nosso método? Temos realmente feito a experiência com Jesus ou nosso amor pela sua causa tem sido muito superficial? Somos capazes de dar nossa vida pela missão? Temos sido arautos do Senhor ou estamos tomando a glória de Jesus nos auto-promovendo? Qual tem sido a nossa prática Cristã? André foi discípulo tanto de João quanto de Jesus. Por isso, pôde aprender tanto com um quanto com outro ao ponto de, ao encontrar-se com Mestre, ir atrás de Simão Pedro, avisando-lhe que havia encontrado com Aquele de quem João falava. Foi, pois, instrumento de Deus para Pedro. Fazer a experiência com Jesus e não levá-Lo aos demais, não é experiência com Deus, pois ela implica necessariamente ir ao encontro do irmão. É Pedro quem recebe outro nome, indicando-lhe, conforme os homens de Deus do Antigo Testamento, que recebia do próprio Senhor uma missão importantíssima na Igreja. Seria pedra, fundamento, primus inter paris em relação aos outros discípulos. Mas isso não enciumou André. Os dons, carismas, ministérios, talentos do outro não podem ser motivo de ciúmes em nossa caminhada com o Senhor. É ele quem distribui conforme sua vontade. Deus é justo e distribui seus dons conforme sua vontade: “Não tenho o direito de fazer o que quero com o meu dinheiro? Ou você está com inveja porque sou generoso?” (Mt 20, 15). Busquemos, enfim, seguir o modelo de Jesus, mas não ocupar ou usurpar o seu lugar ou o lugar do outro. Cada um tem o seu lugar na vinha do Senhor. De fato, somente aquele que faz a experiência com Deus deseja que o outro também faça.
Diácono Celso Kallarrari (GO/BR) blog http://feortodoxa.blog.terra.com.br/
Palavras do Patriarca D. Ignatius Zakka I Iwass
11:34 Postado por Elias (Wagner T. Florentino)

ENCICLICA PATRIARCAL PARA A QUARESMA DO ANO 2008.
Em nome do auto-existente, sempiterno, de necessária existência...O Todo-poderoso,
Ignatius Zakka I Iwas, Patriarca da Santa Sé de Antioquia e de todo o Oriente, Chefe supremo e universal da IGREJA SIRIACA ORTODOXAEm todo o mundo.
O MCCC (1300) aniversário da partida de São Jacó de Edessa (+708) para a mansão celestial.Disse o apóstolo Paulo: lembrai-vos dos vossos prelados que vos falaram a palavra de Deus cuja fé haveis de imitar, considerando qual haja sido o fim da sua conduta. (Hebreus 3:7)
Oferecemos bênçãos apostólicas, orações benevolentes, e saudações no Senhor aos nossos irmãos, Sua Beatitude Mar Basílio Thomas I, Católico da Índia, suas eminências os metropolitas, bispos, aos nossos filhos espirituais os veneráveis sacerdotes, os devotos monges, às freiras e diáconos e a todo o nosso abençoado povo siríaco-ortodoxo. Que a Divina Providência os envolva através das orações da Virgem Maria, Mãe de Deus e São Pedro o chefe dos apóstolos e de todos os mártires e santos, amém.Meus amados:Oramos para que estejais todos bem e pedimos a Deus para preservar-vos com boa saúde e espírito.Por ocasião do milésimo trecentésimo aniversário da assunção de São Jacó de Edessa para a morada celeste estamos felizes em declarar este ano de 2008 o ano de São Jacó de Edessa na nossa Igreja Siríaca Ortodoxa Universal; e, por ocasião deste nosso édito ponderamos os acontecimentos vividos por este grande santo resumindo aqui sua gloriosa biografia.São Jacó (ou Tiago na pronuncia latina) nasceu na vila de Aindaba na província de Antioquia no ano 633 da era cristã. Estudou no Monastério de Keneshrin (Ninho das Águias) que fora fundado por São João de Aftonia (+536AD) às margens do Rio Eufrates na cidade de Jarablos em 530AD; um centro educacional que os nosso mestres e estudiosos siríacos conservaram até o século XIII..São Jacó tomou o hábito de monge e estudou a língua e a literatura grega bem como filosofia e teologia sob orientação do grande filósofo São Severas de Sabbug.Seguiu depois para Alexandria para continuar seus estudos de lingüística e filosofia retornando à Síria e optando pela vida asceta em Edessa quando foi ordenado sacerdote.No ano de 684 foi ordenado bispo de Edessa por seu amigo o Patriarca de Antioquia Mar Atanásio II de Balad (684 - 687), permanecendo em Edessa por quatro anos.Por seu zelo fervoroso em manter as regras diárias da Igreja e seu desejo de trazer à disciplina os mosteiros arquidiocesanos, sofreu resistência de alguns monges e clérigos e então viu-se obrigado a removê-los de seus cargos.Sabe-se que ele juntou alguns livros das regras e ordens da Igreja na soleira do mosteiro onde o Patriarca Juliano e alguns bispos eram lenientes na implementação das regras religiosas. Queimou os livros bradando: "estou queimando as leis que vocês pisoteais com vossos pés e que não aplicais e que, portanto tornaram-se inúteis para vocês". Assim renunciou ao episcopado para recolher-se no mosteiro de São Jacó em Kashoom próximo da cidade de Samosata. Mais tarde foi viver no mosteiro de Ousebuna nos subúrbios de Antioquia onde permaneceu por onze anos ensinando seus monges a língua grega. Em seguida foi para o Mosteiro de Tal Ada no noroeste da cidade de Alepo onde permaneceu por nove anos durante os quais o bispo de Hadiab, o predecessor de São Jacó na cátedra de Edessa faleceu. O povo de Edessa então pediu para que retornasse à sua arquidiocese e ele concordou. Depois de quatro meses da sua posse, seguiu para o mosteiro de Tal Ada para coletar seus livros, mas veio a falecer a 5 de junho de 708 sendo lá enterrado.Em verdade São Jacó de Edessa era um teólogo, historiador e tradutor do Siríaco ou Aramaico e grego. Explicou a Bíblia Sagrada e era conhecido como analista dos vários livros. Deixou uma obra de mais de trinta livros de sua autoria ou tradução, tendo editado e revisto vários assuntos da Bíblia Sagrada nos quais explicava verso a verso a jurisprudência eclesiástica, historia, filosofia, doutrina religiosa, ritos da igreja, etc...Era conhecido pelo povo siríaco como o primeiro a instituir uma gramática lingüística. Tinha um estilo moderno de tradução, pois enquanto seus predecessores traduziam ipsis literis, ele traduzia de acordo com o significado do texto.Enquanto celebramos o milésimo centésimo ano da sua partida para a mansão celeste, lembramos o que São Paulo ordenou-nos dizendo: lembrai-vos dos vossos prelados que vos falaram a palavra de Deus cuja fé haveis de imitar, considerando qual haja sido o fim da sua conduta. (Hebreus 3:7), nós portanto, ordenamos a todas as nossas arquidioceses siríacas em todo o mundo a celebrar esta ocasião feliz acompanhada da Santa Quaresma com orações, trabalhos caritativos e a incluir a biografia deste grande santo nas homilias a fim de manter a doutrina da Igreja Ortodoxa e as ordens apostólicas bem como as regras dos sínodos ecumênicos nos moldes em que São Jacó ensinou o clero e o povo. Estas regras e leis foram estatuídas de modo a construir as almas e para que também se voltem a Deus em verdadeiro arrependimento e corações sinceros.Que o Senhor Deus faça esta ocasião feliz e uma fonte de graça e bênçãos a todos, meus amados, através da intercessão da Virgem Maria, a Mãe de Deus e o ilustríssimo Santo Jacó de Edessa com os demais Santos e Mártires.Por ocasião da Santa Quaresma, pedimos ao Senhor que aceite vosso jejum, orações e obras caritativas e vos torne dignos de celebrar Sua vitoriosa ressurreição com alegria, felicidade e saúde. Feliz Páscoa!e: pai nosso que estas no céu.... Editado em nossa sede patriarcal em Damasco - Síria, no dia oito de fevereiro no ano dois mil e oito do Nosso Senhor, o vigésimo oitavo ano do nosso patriarcado.Para melhor compreensão da vida deste santo segue abaixo uma imagem da cidade de Edessa atualmente na Turquia e algumas notas complementares sobre o estudo da obra de Jacó de Edessa.
Os Pergaminhos do Mar Morto
11:23 Postado por Elias (Wagner T. Florentino)

O povo assírio de Jerusalém teve um papel importante no descobrimento e preservação por mais de 25 anos desses importantes livros.
A verdade sobre o descobrimento e posse desses livros é conhecida hoje por pouquíssimas pessoas vivas, pois, por motivos políticos (tanto eclesiásticos quanto civís), essa verdade não podia ser revelada até que uma personagem decisiva houvesse passado para a vida futura.
A história que se conhece é que em 1947 dois pastores da tribo dos Ta'amrieh, na Palestina, enquanto pastoreavam suas ovelhas, acabaram perseguindo uma ovelha desgarrada e tropeçaram, dentro de uma caverna totalmente escura, em um jarro que continha um pergaminho de pele de cabra. Tateando mais um pouco, descobriram outros três jarros. Como fossem analfabetos e pela antiguidade do achado, estimaram que ganhariam algum dinheiro, vendendo-o às comunidades antigas de Jerusalém. Isto decidido, levaram os jarros à Universidade Hebraica, que se recusou a comprá-los alegando que eram sem valor pois eram recentes e se tratava de livros de outra comunidade, dos siríacos (assírios). Então os beduinos levaram-nos a um comerciante de antiguidades da comunidade Siríaca Ortodoxa que os levou ao mosteiro de São Marcos da comunidade da Igreja Siríaca Ortodoxa de Antioquia e lá venderam-nos ao Bispo Athanasios Yeshu Samuel por alguns guinéus.
Quando eclodiu a guerra da Palestina, entre as comunidades religiosas não cristãs, mais precisamente as comunidades judia e a islâmica, o Bispo Athanaisos levou os quatro livros aos Estados Unidos da América do Norte e lá vendeu-os a um comerciante ("marchand") inglês por duzentos e cinquenta mil dólares que os levou ao recem criado estado judeu de Israel.
Essa estória, no entanto, apresenta alguns "problemas" de incoerência quanto à verdade. Vejamos alguns:
1) A região onde foram achados, são rochas totalmente áridas, para onde as ovelhas não fugiriam.
2) Se esses "pastores" eram analfabetos, como poderiam saber, ou ao menos "intuir" que se tratava de livros muito antigos?
3) Em 1947, qualquer pessoa que morasse na Palestina, saberia que os judeus pagavam alto por documentos históricos, justamente porque estavam tentando "reconstruir" sua história.
4) Será que os judeus vindos da Europa e América não possuiam historiadores e arqueólogos que pudessem fazer uma avaliação correta de objetos com mais de 1.500 anos?
5) A próxima pergunta é, por que os judeus não pagariam um preço mais alto e escolheram um comerciante de antiguidades de uma comunidade das mais pobres da época?
Bem, a verdade é que não foi isso que ocorreu.
Vou reproduzir a seguir, o que me foi relatado em 1968, pelo Professor Ibrahim Gabriel Sowmy (1913-1996) que viveu lá na Palestina, entre 1922 e 1948. A história desses livros, no século XX começou de forma diferente.
Após a conquista da Palestina pelos britânicos (1918), os beduínos que perambulavam pelo oriente, começaram a sentir alguma pressão no sentido de restringirem seus movimentos e muitos acabaram utilizando métodos diversos para sobreviverem. Entre esses havia muitos contrabandistas. Em geral, contrabandeavam ouro e prata e sal. Lembremos que o sal era importante pois, os ingleses haviam restringido a extração do mesmo do Mar Morto devido à exploração de potássio. Esses dois "pastores", na verdade estavam sendo perseguidos pela polícia inglesa pois contrabandeavam sal. Em sua fuga, correram para as cavernas de Qumrã onde ficaram escondidos por dois dias, até a polícia ir embora. Enquanto estavam na escuridão, um deles acabou esbarrando nesses jarros. Quando aconteceu isso? Em 1926. Agora sim podemos entender por que os judeus não compraram os livros. Na verdade, esses livros não foram ofertados aos judeus que eram, nessa época elementos desconhecidos dos beduínos pois, havia centenas de anos que não havia contato entre eles e os beduínos da Cisjordânia ou da Transjordânia. Os beduínos dessas regiões comerciavam com as comunidades cristãs que estavam lá desde os primórdios do cristianismo, mais precisamente os assírios (siríacos ortodoxos).
Então os beduínos levaram um jarro ao mosteiro e falaram com um dos frades, Padre Yacoub Salhoyo, um padre letrado, vindo de Tur Abdin que percebeu que poderia estar diante de documentos importantes para o cristianismo. Falou com o prior do mosteiro. Decidiram então que verificariam de onde viera o jarro. Os beduínos concordaram e então enviaram com eles três dos jovens seminaristas: Yeshu Samuel, com 16 anos, Petros (Iskandar) Sowmy, 16 anos, Mikhael Mardinoyo e o próprio Padre Yacoub. Voltaram de lá com os outros três jarros. O padre Yacoub pagou aos beduinos três libras inglesas de ouro e ficou com os quatro jarros. Guardou-os na biblioteca do mosteiro com a intenção de algum dia analisá-los e abrí-los para de lá tirar os livros e os ler junto com os outros padres. Por uma série de acontecimentos, os livros ficaram na biblioteca, e no esquecimento.
Em 1946, a comunidade conseguiu fazer um acordo comercial com uma empresa que arrendou uma gleba de terra, propriedade do mosteiro e sobre ela construiu um hotel, com isso, a renda melhorou e os padres resolveram reformar o mosteiro. Quando chegou a vez da biblioteca, o padre Yacoub Salhoyo já havia falecido após ter sido eregido à hierarquia de bispo e os jovens seminaristas já eram o Bispo Yeshu Samuel, o Núncio Apostólico no Egito Mikhael e o frei Petros Sowmy. Então, sob a orientação do Professor Ibrahim Gabriel Sowmy, resolveram entrar em contato com os professores dos museus e universidades internacionais em Jerusalém para obter uma avaliação real dos rolos. A intenção era construir um museu para estudos e visitação dos documentos históricos da biblioteca e outros objetos de valor intelectual do mosteiro e para isso precisariam do endosso de autoridades incontestes no assunto. E o que melhor que os professores de história e arqueologia ocidentais?
Após algumas tentativas frustradas, conseguiram falar com dois jovens americanos que preparavam suas teses, pertencentes à Escola Americana de Pesquisa Oriental (American School of Oriental Research) em Jerusalém, que os receberam visto o diretor estar em férias. Um deles era John C. Trever que em seu livro "The Untold Story of Qumran", relata de forma magistral os desafios da guerra religiosa que irrompera entre judeus e muçulmanos, os encontros e as manobras para conseguir fotografar uma página de um dos rolos, a sua desconfiança que se tratava de algo muito antigo ou uma boa fraude e finalmente a confirmação vinda de W.F. Albright, professor da Universidade de Chicago de que se tratava de uma descoberta muito importante para a humanidade.
Cabe ressaltar alguns fatos:
1) Trever cita claramente que o Bispo Athanasios lhe dissera que os rolos encontravam-se há mais de vinte anos no mosteiro.
2) Trever cita que Ibrahim Sowmy, o irmão do padre Butros (versão árabe de Petros/Pedro) declarara que pela região onde foram descobertos, deveriam ser livros da comunidade dos essênios e que ele, Trever, não concordava.
3) Trever cita que Ibrahim Sowmy declarara que a escrita era aramaico arcaico.
Para a história, o fato é que o governo do mandato britânico e posteriormente, o governo do reino haximita da Jordânia haviam declarado que qualquer objeto descoberto há mais de 20 anos passava a ser patrimônio histórico da nação e com isso estava vedada sua venda ou transferência para fora do país.
Em março de 1948 faleceu o padre Petros Sowmy, vítima de um estilhaço de granada que havia sido atirada para dentro do pátio do mosteiro de São Marcos. Em vista da situação da Palestina o Bispo Athansios Yeshu achou melhor levar os livros para fora da Palestina, pediu autorização ao então Patriarca Aphrem I e viajou com os livros para os Estados Unidos. Lá ele os vendeu por duzentos e cinquenta mil dólares. Comprou uma propriedade que transformou em igreja, em Hakensack, e passou parte do dinheiro ao Patriarcado.
Resultado, a Igreja Siríaca Ortodoxa de Antioquia perdeu um patrimônio histórico. A Igreja Siríaca Ortodoxa de Antioquia trocou um bem cujo valor estimado na época seria em torno de um milhão de dólares por um quarto desse valor.
A verdade sobre o descobrimento e posse desses livros é conhecida hoje por pouquíssimas pessoas vivas, pois, por motivos políticos (tanto eclesiásticos quanto civís), essa verdade não podia ser revelada até que uma personagem decisiva houvesse passado para a vida futura.
A história que se conhece é que em 1947 dois pastores da tribo dos Ta'amrieh, na Palestina, enquanto pastoreavam suas ovelhas, acabaram perseguindo uma ovelha desgarrada e tropeçaram, dentro de uma caverna totalmente escura, em um jarro que continha um pergaminho de pele de cabra. Tateando mais um pouco, descobriram outros três jarros. Como fossem analfabetos e pela antiguidade do achado, estimaram que ganhariam algum dinheiro, vendendo-o às comunidades antigas de Jerusalém. Isto decidido, levaram os jarros à Universidade Hebraica, que se recusou a comprá-los alegando que eram sem valor pois eram recentes e se tratava de livros de outra comunidade, dos siríacos (assírios). Então os beduinos levaram-nos a um comerciante de antiguidades da comunidade Siríaca Ortodoxa que os levou ao mosteiro de São Marcos da comunidade da Igreja Siríaca Ortodoxa de Antioquia e lá venderam-nos ao Bispo Athanasios Yeshu Samuel por alguns guinéus.
Quando eclodiu a guerra da Palestina, entre as comunidades religiosas não cristãs, mais precisamente as comunidades judia e a islâmica, o Bispo Athanaisos levou os quatro livros aos Estados Unidos da América do Norte e lá vendeu-os a um comerciante ("marchand") inglês por duzentos e cinquenta mil dólares que os levou ao recem criado estado judeu de Israel.
Essa estória, no entanto, apresenta alguns "problemas" de incoerência quanto à verdade. Vejamos alguns:
1) A região onde foram achados, são rochas totalmente áridas, para onde as ovelhas não fugiriam.
2) Se esses "pastores" eram analfabetos, como poderiam saber, ou ao menos "intuir" que se tratava de livros muito antigos?
3) Em 1947, qualquer pessoa que morasse na Palestina, saberia que os judeus pagavam alto por documentos históricos, justamente porque estavam tentando "reconstruir" sua história.
4) Será que os judeus vindos da Europa e América não possuiam historiadores e arqueólogos que pudessem fazer uma avaliação correta de objetos com mais de 1.500 anos?
5) A próxima pergunta é, por que os judeus não pagariam um preço mais alto e escolheram um comerciante de antiguidades de uma comunidade das mais pobres da época?
Bem, a verdade é que não foi isso que ocorreu.
Vou reproduzir a seguir, o que me foi relatado em 1968, pelo Professor Ibrahim Gabriel Sowmy (1913-1996) que viveu lá na Palestina, entre 1922 e 1948. A história desses livros, no século XX começou de forma diferente.
Após a conquista da Palestina pelos britânicos (1918), os beduínos que perambulavam pelo oriente, começaram a sentir alguma pressão no sentido de restringirem seus movimentos e muitos acabaram utilizando métodos diversos para sobreviverem. Entre esses havia muitos contrabandistas. Em geral, contrabandeavam ouro e prata e sal. Lembremos que o sal era importante pois, os ingleses haviam restringido a extração do mesmo do Mar Morto devido à exploração de potássio. Esses dois "pastores", na verdade estavam sendo perseguidos pela polícia inglesa pois contrabandeavam sal. Em sua fuga, correram para as cavernas de Qumrã onde ficaram escondidos por dois dias, até a polícia ir embora. Enquanto estavam na escuridão, um deles acabou esbarrando nesses jarros. Quando aconteceu isso? Em 1926. Agora sim podemos entender por que os judeus não compraram os livros. Na verdade, esses livros não foram ofertados aos judeus que eram, nessa época elementos desconhecidos dos beduínos pois, havia centenas de anos que não havia contato entre eles e os beduínos da Cisjordânia ou da Transjordânia. Os beduínos dessas regiões comerciavam com as comunidades cristãs que estavam lá desde os primórdios do cristianismo, mais precisamente os assírios (siríacos ortodoxos).
Então os beduínos levaram um jarro ao mosteiro e falaram com um dos frades, Padre Yacoub Salhoyo, um padre letrado, vindo de Tur Abdin que percebeu que poderia estar diante de documentos importantes para o cristianismo. Falou com o prior do mosteiro. Decidiram então que verificariam de onde viera o jarro. Os beduínos concordaram e então enviaram com eles três dos jovens seminaristas: Yeshu Samuel, com 16 anos, Petros (Iskandar) Sowmy, 16 anos, Mikhael Mardinoyo e o próprio Padre Yacoub. Voltaram de lá com os outros três jarros. O padre Yacoub pagou aos beduinos três libras inglesas de ouro e ficou com os quatro jarros. Guardou-os na biblioteca do mosteiro com a intenção de algum dia analisá-los e abrí-los para de lá tirar os livros e os ler junto com os outros padres. Por uma série de acontecimentos, os livros ficaram na biblioteca, e no esquecimento.
Em 1946, a comunidade conseguiu fazer um acordo comercial com uma empresa que arrendou uma gleba de terra, propriedade do mosteiro e sobre ela construiu um hotel, com isso, a renda melhorou e os padres resolveram reformar o mosteiro. Quando chegou a vez da biblioteca, o padre Yacoub Salhoyo já havia falecido após ter sido eregido à hierarquia de bispo e os jovens seminaristas já eram o Bispo Yeshu Samuel, o Núncio Apostólico no Egito Mikhael e o frei Petros Sowmy. Então, sob a orientação do Professor Ibrahim Gabriel Sowmy, resolveram entrar em contato com os professores dos museus e universidades internacionais em Jerusalém para obter uma avaliação real dos rolos. A intenção era construir um museu para estudos e visitação dos documentos históricos da biblioteca e outros objetos de valor intelectual do mosteiro e para isso precisariam do endosso de autoridades incontestes no assunto. E o que melhor que os professores de história e arqueologia ocidentais?
Após algumas tentativas frustradas, conseguiram falar com dois jovens americanos que preparavam suas teses, pertencentes à Escola Americana de Pesquisa Oriental (American School of Oriental Research) em Jerusalém, que os receberam visto o diretor estar em férias. Um deles era John C. Trever que em seu livro "The Untold Story of Qumran", relata de forma magistral os desafios da guerra religiosa que irrompera entre judeus e muçulmanos, os encontros e as manobras para conseguir fotografar uma página de um dos rolos, a sua desconfiança que se tratava de algo muito antigo ou uma boa fraude e finalmente a confirmação vinda de W.F. Albright, professor da Universidade de Chicago de que se tratava de uma descoberta muito importante para a humanidade.
Cabe ressaltar alguns fatos:
1) Trever cita claramente que o Bispo Athanasios lhe dissera que os rolos encontravam-se há mais de vinte anos no mosteiro.
2) Trever cita que Ibrahim Sowmy, o irmão do padre Butros (versão árabe de Petros/Pedro) declarara que pela região onde foram descobertos, deveriam ser livros da comunidade dos essênios e que ele, Trever, não concordava.
3) Trever cita que Ibrahim Sowmy declarara que a escrita era aramaico arcaico.
Para a história, o fato é que o governo do mandato britânico e posteriormente, o governo do reino haximita da Jordânia haviam declarado que qualquer objeto descoberto há mais de 20 anos passava a ser patrimônio histórico da nação e com isso estava vedada sua venda ou transferência para fora do país.
Em março de 1948 faleceu o padre Petros Sowmy, vítima de um estilhaço de granada que havia sido atirada para dentro do pátio do mosteiro de São Marcos. Em vista da situação da Palestina o Bispo Athansios Yeshu achou melhor levar os livros para fora da Palestina, pediu autorização ao então Patriarca Aphrem I e viajou com os livros para os Estados Unidos. Lá ele os vendeu por duzentos e cinquenta mil dólares. Comprou uma propriedade que transformou em igreja, em Hakensack, e passou parte do dinheiro ao Patriarcado.
Resultado, a Igreja Siríaca Ortodoxa de Antioquia perdeu um patrimônio histórico. A Igreja Siríaca Ortodoxa de Antioquia trocou um bem cujo valor estimado na época seria em torno de um milhão de dólares por um quarto desse valor.
Algumas Igrejas Cristãs...
10:56 Postado por Elias (Wagner T. Florentino)

Logo depois da morte de Jesus, seus discípulos diretos fundaram a Igreja primitiva e alguns núcleos cristãos foram edificados por eles, dando início à divulgação da Boa Nova. Os primeiros cristãos foram os discípulos quase todos judeus que acreditavam que Jesus era o Messias, o salvador esperado por sua raça. Os adeptos da nova crença gradativamente foram se afastando do judaísmo, entretanto adotaram as Escrituras do Velho Testamento dos judeus, o que foi fonte de discordâncias entre alguns dos apóstolos, nos primeiros tempos. Mais tarde, apareceu no cenário histórico a figura de Paulo de Tarso, chamado "apóstolo dos gentios". Devido sua profunda dedicação ao ideal do Cristo, as atividades cristãs se multiplicaram e várias comunidades foram fundadas sob sua orientação. A história da vida desse apóstolo, pode ser apreciada na Bíblia, através das cartas que escrevia às Igrejas e aos seus discípulos. Nesses escritos, ele procurava passar as orientações devidas aos núcleos, profundamente apaixonado que era pelo ideal de amor de Jesus. Foi devido a sua coragem e perseverança que a doutrina de Jesus, o Rabi Galileu, não permaneceu circunscrita à comunidade judia e ultrapassou as fronteiras de raça, indo ser semeada para todos os povos.
Neste período, as práticas nos templos seguiam os rituais da antiguidade que os judeus trouxeram da Mesopotâmia, em especial da Babilônia onde havia ficado por mais de 70 anos, desde o reinado de Nabucodonosor. Os adeptos se reuniam para estudar os princípios da moral evangélica, deixada por Jesus. Uns liam, outros interpretavam e eram comuns as manifestações do Espírito Santo, o que para eles era muito natural. A invocação do Espírito Santo era feita através de hinos de louvores, súplicas e bençãos dadas pelos sacerdotes. O batismo era um dos principais rituais dessas Igrejas pois era o princípio dos novos ensinamentos. Através dele o ser humano livrava-se do pecado que o degradou. O sacrifício do corpo e sangue de Cristo, representados pelo pão e vinho, era a oferenda para o Deus Pai. Esses e os outros sacramentos já estavam definidos desde os primórdios pelo próprio Cristo.
A primeira organização da comunidade cristã em forma de igreja, tal como a conhecemos hoje, isto é com um sacerdote que oferece o pão e vinho como sacrifício a Deus, foi em Jerusalém e seu mestre, orientador e chefe máximo foi São Tiago, irmão de Jesus. Acredita-se que a primeira construção utilizada como igreja, isto é templo, foi a casa de João Marcos, onde Cristo realizou a última ceia com seus discípulos. Lá hoje é o Mosteiro de São Marcos, mantido pela Igreja Siríaca Ortodoxa de Antioquia, onde, até hoje funciona o Seminário Teológico de São Marcos, em Jerusalém. Concomitantemente, os outros discípulos, fundaram as igrejas de Antioquia na Síria (S. Pedro), da Mesopotâmia do Norte (S. Judas Tadeu), Alexandria no Egito (S. Marcos). Depois disso, os discípulos e apóstolos avançaram para Oeste, chegando a Roma (S. Pedro e S. Paulo), e de lá para toda a Europa e também para Oriente até a Índia (S.Tomé) . Por onde passavam, ensinavam e deixavam seus representantes e bispos e diáconos.
A organização definitiva das igrejas cristãs ocorre no último quartel do primeiro século do cristianismo tendo por base a estrutura da Igreja de Antioquia, já que Jerusalém fora destruída pelos romanos em 70d.C (acredita-se que os cristãos de Jerusalém teriam fugido antes do cerco dos romanos, pois somente lá permaneceram os judeus fanáticos que se auto-destruíram). A estrutura hierárquica da Igreja Primitiva já compreendia a seguinte estrutura: o Bispo, chefe máximo que administrava diversas comunidades eclesiásticas, os padres que administravam cada comunidade local e os diáconos que ajudavam na celebração das oferendas, cantavam e protegiam a Igreja dos ataques dos opositores, pagãos e outros que procuravam destruir a Igreja nascente.
Com a destruição de Jerusalém, a referência cristã passou para a comunidade de Antioquia, onde S. Pedro estabelecera uma base firme. Para continuar sua missão pelo mundo, S. Pedro deixara em seu lugar um bispo chamado Evódios que dá continuidade aos trabalhos de S. Pedro.
Em 68 d.C. com o falecimento de Evódios, a comunidade elege um outro bispo, S. Inácio (Ighnatios na língua siríaca), cognominado "o iluminador". Foi S. Ignácio quem deu formato final à organização interna e à celebração e ritual da oferenda, ou seja da missa, a qual teve seu início com a liturgia de S. Tiago (essa liturgia é utilizada por todas as Igrejas Apostólicas Originais quais sejam, de Antioquia, Alexandria e Roma e a elas acrescenta-se a de Constantinopla). S. Ignácio promove a música sacra e organiza os cantores em dois grupos (gudo dzamore na língua aramaica), um à esquerda do altar e outro à direita, com o sacerdote no centro olhando o altar e cada grupo canta em resposta ao outro, estrutura esta chamada de antifônica.
A história da Igreja atingiu um momento decisivo em 313, quando o imperador romano Constantino, o Grande, deu aos cristãos a liberdade para a prática de sua religião e o Estado devolveu aos seguidores de Jesus muitos bens materiais que deles haviam sido confiscados no período da perseguição. Após o Concílio de Nicéia, no ano 325 d.C., fixou-se definitivamente o símbolo da fé e a partir daí instalou-se a edificação nos templos, de altares consagrados ao Senhor.
Em 330, Constantino deixou Roma e se estabeleceu a capital do Império numa nova cidade, batizada com seu nome - Constantinopla (atualmente Istambul, na Turquia). A cidade tornou-se então o mais novo centro do cristianismo oriental.
Patriarcado de Alexandria
Neste período, as práticas nos templos seguiam os rituais da antiguidade que os judeus trouxeram da Mesopotâmia, em especial da Babilônia onde havia ficado por mais de 70 anos, desde o reinado de Nabucodonosor. Os adeptos se reuniam para estudar os princípios da moral evangélica, deixada por Jesus. Uns liam, outros interpretavam e eram comuns as manifestações do Espírito Santo, o que para eles era muito natural. A invocação do Espírito Santo era feita através de hinos de louvores, súplicas e bençãos dadas pelos sacerdotes. O batismo era um dos principais rituais dessas Igrejas pois era o princípio dos novos ensinamentos. Através dele o ser humano livrava-se do pecado que o degradou. O sacrifício do corpo e sangue de Cristo, representados pelo pão e vinho, era a oferenda para o Deus Pai. Esses e os outros sacramentos já estavam definidos desde os primórdios pelo próprio Cristo.
A primeira organização da comunidade cristã em forma de igreja, tal como a conhecemos hoje, isto é com um sacerdote que oferece o pão e vinho como sacrifício a Deus, foi em Jerusalém e seu mestre, orientador e chefe máximo foi São Tiago, irmão de Jesus. Acredita-se que a primeira construção utilizada como igreja, isto é templo, foi a casa de João Marcos, onde Cristo realizou a última ceia com seus discípulos. Lá hoje é o Mosteiro de São Marcos, mantido pela Igreja Siríaca Ortodoxa de Antioquia, onde, até hoje funciona o Seminário Teológico de São Marcos, em Jerusalém. Concomitantemente, os outros discípulos, fundaram as igrejas de Antioquia na Síria (S. Pedro), da Mesopotâmia do Norte (S. Judas Tadeu), Alexandria no Egito (S. Marcos). Depois disso, os discípulos e apóstolos avançaram para Oeste, chegando a Roma (S. Pedro e S. Paulo), e de lá para toda a Europa e também para Oriente até a Índia (S.Tomé) . Por onde passavam, ensinavam e deixavam seus representantes e bispos e diáconos.
A organização definitiva das igrejas cristãs ocorre no último quartel do primeiro século do cristianismo tendo por base a estrutura da Igreja de Antioquia, já que Jerusalém fora destruída pelos romanos em 70d.C (acredita-se que os cristãos de Jerusalém teriam fugido antes do cerco dos romanos, pois somente lá permaneceram os judeus fanáticos que se auto-destruíram). A estrutura hierárquica da Igreja Primitiva já compreendia a seguinte estrutura: o Bispo, chefe máximo que administrava diversas comunidades eclesiásticas, os padres que administravam cada comunidade local e os diáconos que ajudavam na celebração das oferendas, cantavam e protegiam a Igreja dos ataques dos opositores, pagãos e outros que procuravam destruir a Igreja nascente.
Com a destruição de Jerusalém, a referência cristã passou para a comunidade de Antioquia, onde S. Pedro estabelecera uma base firme. Para continuar sua missão pelo mundo, S. Pedro deixara em seu lugar um bispo chamado Evódios que dá continuidade aos trabalhos de S. Pedro.
Em 68 d.C. com o falecimento de Evódios, a comunidade elege um outro bispo, S. Inácio (Ighnatios na língua siríaca), cognominado "o iluminador". Foi S. Ignácio quem deu formato final à organização interna e à celebração e ritual da oferenda, ou seja da missa, a qual teve seu início com a liturgia de S. Tiago (essa liturgia é utilizada por todas as Igrejas Apostólicas Originais quais sejam, de Antioquia, Alexandria e Roma e a elas acrescenta-se a de Constantinopla). S. Ignácio promove a música sacra e organiza os cantores em dois grupos (gudo dzamore na língua aramaica), um à esquerda do altar e outro à direita, com o sacerdote no centro olhando o altar e cada grupo canta em resposta ao outro, estrutura esta chamada de antifônica.
A história da Igreja atingiu um momento decisivo em 313, quando o imperador romano Constantino, o Grande, deu aos cristãos a liberdade para a prática de sua religião e o Estado devolveu aos seguidores de Jesus muitos bens materiais que deles haviam sido confiscados no período da perseguição. Após o Concílio de Nicéia, no ano 325 d.C., fixou-se definitivamente o símbolo da fé e a partir daí instalou-se a edificação nos templos, de altares consagrados ao Senhor.
Em 330, Constantino deixou Roma e se estabeleceu a capital do Império numa nova cidade, batizada com seu nome - Constantinopla (atualmente Istambul, na Turquia). A cidade tornou-se então o mais novo centro do cristianismo oriental.
Patriarcado de Alexandria
A Igreja de Alexandria foi fundada pelo apóstolo São Marcos.Fora conferido ali o título de papa, pela primeira vez na história, ao Patriarca Hiraclas, em 232.
Patriarcado de Antioquia
Os fundadores da Igreja Antioquina são os corifeus dos apóstolos, Pedro e Paulo.
O primeiro Concílio Ecumênico reconheceu no bispo de Antioquia a primazia sobre todos os bispos do Oriente, tendo o segundo Concílio confirmado a decisão do primeiro Concílio.
Em 540, os partas (persas) pagãos tomam Antioquia e praticam pilhagens fenomenais, levando a cidade quase à destruição total. O patriarcado então começa uma peregrinação de diversos séculos e somente para em eee
Em 1098 os cruzados ocuparam Antioquia e foram deslocados pelos árabes em 1648. Por isso o Patriarcado Antioquino estabeleceu-se em Damasco no ano de 1342.
Patriarcado de Antioquia
Os fundadores da Igreja Antioquina são os corifeus dos apóstolos, Pedro e Paulo.
O primeiro Concílio Ecumênico reconheceu no bispo de Antioquia a primazia sobre todos os bispos do Oriente, tendo o segundo Concílio confirmado a decisão do primeiro Concílio.
Em 540, os partas (persas) pagãos tomam Antioquia e praticam pilhagens fenomenais, levando a cidade quase à destruição total. O patriarcado então começa uma peregrinação de diversos séculos e somente para em eee
Em 1098 os cruzados ocuparam Antioquia e foram deslocados pelos árabes em 1648. Por isso o Patriarcado Antioquino estabeleceu-se em Damasco no ano de 1342.
Patriarcado dos Assírios
Os assírios da Mesopotâmia Oriental, sob a orientação do bispo de Seleucia-Qutesifon, recusam-se a aceitar a decisão do Concílio de Éfeso e separaram-se da Igreja Antioquina em 451. Seu bispo assume o título de Católicos (=universal).
Igreja Maronita
Fundada por um pregador siríaco chamado João Marun, no século V. Em 1183 os maronitas declararam-se independentes do Patriarcado Antioquino e por influência dos cruzados fazem um pacto com o representante do Papa de Roma o qual indicou Eramia Hamchiti como patriarca. O Patriarcado Maronita tem sua sede em Kanubin, nas montanhas do Líbano.
Os Gregorianos
Em 1050 os gregorianos desligaram-se do Patriarcado Antioquino.No século XVI, as missões religiosas européias começaram a se realizar no Oriente.Em 1648 o Patriarca Makario empreendeu uma visita histórica à Rússia e a todos os países balcânicos.Em 1724 os gregos católicos deixaram a Igreja Antioquina.
Patriarcado de Jerusalém
O apóstolo Jacó fundou a Igreja de Jerusalém (mãe de todas as Igrejas Cristãs). No ano 52 ele presidiu o Sínodo Apostólico.Nesta mesma Igreja, muito depois, em 326 a rainha do Império Romano, Santa Helena, encontrou a Santa Cruz e construiu a Igreja da Ressurreição e da Natividade e mais outros templos sobre a gruta, o Gólgota e o Santo Sepulcro.
Patriarcado de Jerusalém
O apóstolo Jacó fundou a Igreja de Jerusalém (mãe de todas as Igrejas Cristãs). No ano 52 ele presidiu o Sínodo Apostólico.Nesta mesma Igreja, muito depois, em 326 a rainha do Império Romano, Santa Helena, encontrou a Santa Cruz e construiu a Igreja da Ressurreição e da Natividade e mais outros templos sobre a gruta, o Gólgota e o Santo Sepulcro.
Patriarcado Russo
Santo André é considerado o primeiro pregador do cristianismo na Rússia. Propagou-se a doutrina cristã na Rússia na era do Imperador de Bizâncio, Basílio I (867 - 886). A princesa Olga foi batizada em 975 pelo Patriarca Ecumênico, na catedral Hagia Sofia, em Constantinopla.
Em 1657, o Patriarcado Russo passou a ser definitivamente independente, desligando-se do Patriarcado de Constantinopla.
Patriarcado da Geórgia
O cristianismo ingressou na Geórgia na primeira metade do século IV, por intermédio de uma escrava síria de nome Nuna, que conseguiu converter o rei Mirban para o cristianismo, juntando-se seus adeptos ao Patriarcado de Antioquia.
A Igreja da Geórgia declarou-se independente da Igreja Antioquina no fim da gestão do Patriarca Antioquino Pedro III.
Patriarcado da Sérvia
Os povos da Sérvia adotaram o cristianismo na segunda metade do século IX, ano 870, por intermédio de missionários enviados pelo Patriarcado Ecumênico, sendo a sede de seu bispado a cidade de Rask.
Patriarcado da Romênia
O cristianismo propagou-se na Romênia graças aos esforços do Patriarcado Ecumênico, auxiliado pelos povos eslavos, por intermédio dos missionários bizantinos.
A Romênia, submetida espiritualmente ao Patriarcado de Constantinopla, em 1885, separou-se no tempo do Patriarca Ecumênico Joaquim IV.
Em 1925 o Patriarcado da Romênia foi fundado oficialmente.
O cristianismo ingressou na Geórgia na primeira metade do século IV, por intermédio de uma escrava síria de nome Nuna, que conseguiu converter o rei Mirban para o cristianismo, juntando-se seus adeptos ao Patriarcado de Antioquia.
A Igreja da Geórgia declarou-se independente da Igreja Antioquina no fim da gestão do Patriarca Antioquino Pedro III.
Patriarcado da Sérvia
Os povos da Sérvia adotaram o cristianismo na segunda metade do século IX, ano 870, por intermédio de missionários enviados pelo Patriarcado Ecumênico, sendo a sede de seu bispado a cidade de Rask.
Patriarcado da Romênia
O cristianismo propagou-se na Romênia graças aos esforços do Patriarcado Ecumênico, auxiliado pelos povos eslavos, por intermédio dos missionários bizantinos.
A Romênia, submetida espiritualmente ao Patriarcado de Constantinopla, em 1885, separou-se no tempo do Patriarca Ecumênico Joaquim IV.
Em 1925 o Patriarcado da Romênia foi fundado oficialmente.
Patriarcado da Bulgária
O cristianismo ingressou nos Bálcãs no meado do século IX, graças aos missionários e pregadores enviados pelo Patriarcado Ecumênico.
O rei Boris adotou o cristianismo em 864, graças aos esforços de sua irmã, a princesa Teodora e o gigantesco empenho de Metódio, que concitou o povo Búlgaro a adotar o cristianismo. O rei Simão declarou em 927 o arcebispo da Bulgária Patriarca independente, desligando-o do Patriarcado de Constantinopla, fixando a sede em Dorostol (atual Silestra) e depois em Okhrida e Ternovo.
Nos fins do século XIV (1393 - 1398), a Bulgária fora conquistada pelas armas otomanas que eliminaram o Arcebispado de Ternovo, submetendo as suas dioceses ao Patriarcado de Constantinopla, bem como subordinaram o Arcebispado de Okhrida em 1767 ao Patriarca Ecumênico Samuel. Separou-se a Bulgária do Patriarcado Ecumênico em 1860 e, em 1872 declarou-se definitivamente independente, tornando-se Patriarcado em 1953, sendo oficialmente reconhecida pelas Igrejas Ortodoxas em 1961.
A Igreja de Chipre
O fundador da Igreja de Chipre é o apóstolo Barnabé. Logo após o Concílio de Calcedonia, o Bispo da Igreja de Chipre se rebelou contra a Igreja de Antioquia e aderiu a Igreja de Constantinopla.
Os cruzados invadiram Chipre em 1211, os turcos em 1571 e os britânicos em 1887.
A ilha declarou-se independente e consequentemente uma república em 1960, sendo sua beatitude o Arcebispo Makarios, eleito o primeiro presidente da República. Ele, por direito de ofício religioso, tem as suas prerrogativas próprias: vestir a púrpura e portar o cetro real e usar tinta rubra para as suas assinaturas.
A Igreja da Grécia
As Igrejas da Grécia e de Corinto foram fundadas pelo apóstolo Paulo.
Juntaram-se as duas Igrejas com todas as Igrejas da Grécia sob a égide da Igreja de Tessalônica, no princípio do século II.
A Igreja da Grécia submeteu-se ao Patriarcado Ecumênico em princípios do século VIII, desligando-se do mesmo em 1833, proclamando-se independente, obtendo o alvará de reconhecimento do Patriarcado Ecumênico em 1850.
A Igreja da Albânia
A Igreja da Albânia era uma Diocese do Patriarcado Ecumênico. Declarou-se independente em 1926 e obteve o alvará em 1937, sob a chefia de sua beatitude o arcebispo de Tirana.
A Igreja da Polônia
Após a independência política da nação polonesa, a Igreja da Polônia ficou independente, igualmente, desligando-se do Patriarcado Ecumênico por um decreto do Patriarca de então, Melétio Metaksaky, em 1922, e foi confirmado pelo Patriarca Ecumênico Gregório VII, em 1925.
A Igreja da Polônia, após a guerra mundial, virou uma diocese do Patriarcado da Rússia, restituindo-se em 1961 a sua independência integral.
A Igreja da Tchecoslováquia
A Igreja da Checoslováquia era uma Diocese do Patriarcado Ecumênico, declarando-se independente após a segunda grande guerra, em 1961. O Patriarca de Constantinopla reconheceu-lhe a independência, sendo chefiada pelo arcebispo de Praga.
A Igreja da Ucrânia
O grão-príncipe Volodymyr, o Grande, era filho do grão-príncipe Sviatoslav e neto da grã-princesa Olga, que governou a Rússia-Ucrânia de 980 a 1015, depois de uma breve luta entre os filhos de Sviatoslav pela sucessão. Volodymyr (São Valdomiro Magno) herdou o temperamento guerreiro de seu pai e continuou sua política unindo ao redor de Kyiv (Kiev) todas as tribos eslavas orientais, consolidando seu poder até se tornar imperador de um grande império, dono dos mares Negro, Báltico e Cáspio.
Os principais acontecimentos de seu reinado foram: 1) sua conversão ao cristianismo com o nome de Basílio, que aconteceu no ano de 986, perto de Kyiv, no povoado Vassilkiv; 2) a oficialização do cristianismo e o batismo em massa do povo nas águas do rio Dnipró, no ano de 988; e 3) a organização da Igreja Cristã, que foi um passo de grande importância no desenvolvimento cultural dos eslavos orientais.
Os eslavos orientais, em conjunto, não tinham uma forma de cultura estabelecida, nem um sistema religioso desenvolvido. Essas crenças vagas e indefinidas cederam facilmente ante a Igreja Cristã Bizantina. Não obstante, como não queria ficar lhe devendo nem pedir nada, iniciou uma guerra contra os bizantinos sitiando a cidade Korsunh (Quersones), uma colônia bizantina da Criméia, perto da atual cidade de Sebastopol.
Quando conquistou a cidade, impôs como condição para a paz que lhe dessem como esposa a princesa grega Anna, irmã dos imperadores Basílio e Constantino.
A "Crônica dos tempos passados" narra: "Após a conquista de Korsunh, Volodymyr carregou a princesa Anna, Anastácio (bispo de Quersones), os sacerdotes de Korsunh, como também os objetos litúrgicos e ícones. Quando voltou a Kyiv, ordenou a todos, ricos e pobres, a batizarem-se na fé cristã no rio Dnipró (Dnieper). Após o batismo, no mesmo ano, construiu uma igreja dedicando-a a seu padroeiro, São Basílio, e no ano de 989 começou a construir outra igreja dedicando-a à Santíssima Virgem Maria."
Assim começou a se formar a Igreja Ortodoxa Ucraniana.
A partir deste momento a Igreja Ortodoxa Autocéfala Ucraniana começou a crescer até o ano de 1930, quando o então governo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas proibiu qualquer atividade religiosa à Igreja Ortodoxa Autocéfala Ucraniana.
Entre os anos de 1930 a 1938 foram fuzilados ou condenados a campos de concentração quase todos os bispos e sacerdotes, e até 1942 a Igreja Ortodoxa Autocéfala Ucraniana praticamente deixou de existir.
Igreja Ortodoxa Russa
Com 250 milhões de fiéis, a Igreja Ortodoxa continua sendo a principal religião da Rússia, do leste e sudeste da Europa.
Igreja Ortodoxa do Egito
É conhecida como Igreja Copta. Mais de oito milhões de cristãos vivem no Egito. Esta Igreja mantém a liturgia antiga, celebrada na língua copta e seu ponto forte é sua inconfundível arte religiosa.
Igreja Ortodoxa Etíope
A Igreja Ortodoxa da Etiópia apresenta características bem peculiares, utiliza a liturgia da Igreja Copta de Alexandria e sempre a ela se refere para questões internas e litúrgicas.
A Bíblia
10:54 Postado por Elias (Wagner T. Florentino)
A partir de sua entrada no cristianismo, os assírios adotaram como referência religiosa e moral os Evangelhos dos apóstolos de Jesus Cristo e os livros que relatavam a vida e obra dos apóstolos de Jesus, também conhecidos como Atos dos Apóstolos. No início, esses Evangelhos eram livros separados, cada qual relatando a vida e obra de Jesus conforme o relato de um apóstolo e às vezes seus seguidores, ou havia diversos deles e com o passar dos tempos, por causa das sucessivas cópias, apareceram diversas versões.
Tatian o assírio, nascido pela segunda metade do século I do cristianismo, e já no século II, junto com seu filho, pregaram o cristianismo na Mesopotâmia em forma de versos musicados. Foi esse mesmo Tatian que produziu uma versão unificada em um só livro de quatro Evangelhos que ficou famoso por seu nome grego: Diatesseron, que significa “harmonia dos quatro”.
Em assírio-arameu, existem apenas fragmentos dessa obra, porém, a obra pode ser quase que inteiramente reconstituída através dos ensinamentos de Efrem (sec. IV). O Diatesseron foi traduzido para diversos idiomas e que restaram até nossos dias, dentre elas mencionam-se duas versões bem conservadas, uma em latim e outra em árabe. Aparentemente, o Diatesseron caiu nas graças do povo cristão pois contava de forma simples a vida, obras e ensinamentos de Jesus Cristo e por isso, permaneceu por muitos séculos como livro sagrado dos cristãos do oriente.
Os livros dos Atos dos Apóstolos também tornaram-se populares nas Igrejas do Oriente. Os mais famosos entre os povos de fala assíria-aramaica foram: Atos de São Tomé Apóstolo e Atos de Santo Adai Apóstolo pois esses dois tiveram passagem marcante pela Mesopotâmia.
No século V, Rabula, bispo de Edessa e reitor da universidade de Edessa, acatando a determinação do Concílio de Éfeso ( 431 d.C.), ordenou que todas as cópias do Diatesseron e Atos dos diversos Apóstolos que se encontrassem sob sua jurisdição fossem substituídas pela versão Pexito da Bíblia. Essa era uma versão composta pelos livros do Antigo Testamento, e parte do Novo Testamento. Por fim, todas as Igrejas Orientais (Siríaca Ortodoxa de Antioquia e Assíria do Oriente), acabaram por adotar essa versão Pexito.
A versão Pexito mais antiga subsiste em uma versão apenas dos quatro Evangelhos que figuram na Bíblia em idioma assírio-arameu. Dessa versão restaram dois exemplares; um conhecido como Codex Sinaiticus e o outro como Codex Curetonianus. Ambos são quase idênticos e são conhecidos no mundo ocidental como vetus syra qual seja: siríaca antiga. Talvez sua redação retroceda ao início do século II d.C.
Uma versão Pexito mais completa data de 464 d.C., proveniente da cidade de Amid (atual Diarbequir na Turquia) é o exemplar mais antigo e completo da Bíblia que se conhece no mundo e é escrita na grafia conhecida por estrangueloio (=grafia do evangelho). Encontra-se atualmente no museu Britânico em Londres, Inglaterra.
A versão Pexito da Bíblia, compilada do Targum (targum significa “tradução” em assírio-arameu, e era a tradução do Velho Testamento para o arameu) e das versões gregas e vetus syra do Novo Testamento, por Filocsinos (Phyloxenious) de Mabug (Hierápolis em grego, ficava na província de Beth Garmai, na Pérsia) já incorporava todos os livros do Antigo Testamento que incluía Macabeus, Judite, Eclesiástico (bar sirakh), a divisão em 151 Salmos, e mais o Novo Testamento, porém, sem as seguintes Epístolas: 2a de São Pedro, 2a e 3a de São João, de São Judas e o Apocalipse.
Finalmente, em 616 d.C., Tuma, bispo e reitor da escola de Harqual, apresentou uma revisão da versão de Filocsinos, já incluindo todas as Epístolas acima, porém baseado em versões gregas dos Evangelhos. Com isso, perdeu-se um pouco da “originalidade” semita que a literatura bíblica apresenta.
Enquanto a Igreja Assíria de Oriente utiliza somente a versão Pexito “original”, a Igreja Siríaca de Antioquia faz uso tanto dessa quanto da versão de Tuma de Harqual, conhecida como “Harqualoito”.
É interessante ressaltar que as versões ocidentais, tanto as latinas e as gregas apresentam uma divisão de 150 Salmos, tal como a versão masorética dos judeus, no entanto, entre os pergaminhos encontrados nas cavernas de Qumran, próximas ao mar Morto, pergaminhos esses pertencentes à biblioteca dos essênios e que datam do século I a.C., a divisão dos Salmos é de 151, tal como na versão Pexito.
A Bíblia, como a conhecemos, é uma compilação de diversos livros escritos pelo povo judeu, no correr de aproximadamente 700 ou 800 anos. Tradicionalmente, as Igrejas orientais, que se utilizam do idioma arameu em seus rituais, consideram que esses livros são de inspiração divina.
A Bíblia é composta basicamente por duas grandes divisões, o Antigo Testamento (também conhecido como Velho Testamento) e o Novo Testamento.
O Antigo Testamento está dividido em três grandes subdivisões: os Livros Históricos, os Livros dos Profetas e os Livros Sapienciais. Os Livros Históricos são Gênesis, Êxodo, Números, Josué, Juizes, Samuel (I e II), Reis (I e II), Crônicas (I e II), Esdras, Neemias, Judite, Ester e Macabeus. Os Livros Sapienciais são: Levítico, Deuteronômio, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes (em arameu: qohlat), Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico (em arameu: bar sirakh) e Lamentações. Todos os demais são Livros dos Profetas.
O Antigo Testamento começou a ser compilado por volta de 700 a.C. porém os mais antigos documentos que comprovam a sua existência datam do século I a.C., são os pergaminhos descobertos próximos ao mar Morto. Por esses pergaminhos, constatou-se que havia diversos outros livros que os judeus consideravam de inspiração divina, no entanto, não entraram no cânone bíblico, como por exemplo, o Livro de Enoc.
O Novo Testamento é composto por quatro grandes grupos: os Evangelhos (são 4), Atos dos Apóstolos, Cartas dos Apóstolos às diversas regiões do mundo e Revelação do final dos tempos (Apocalipse).
Para o cristianismo, o respeito pelo Antigo Testamento é devido pois é através dele que se chega historicamente ao Novo Testamento, é a prova da continuidade da comunicação de Deus com o ser humano, é a continuidade do plano divino para o ser humano e o universo. Por outro lado, o Novo Testamento, em especial os Evangelhos anunciam as “boas novas” à humanidade. Evangelho é uma palavra grega (ewangelion: pronuncia-se euán-guelion) composta que significa “boa nova”ou “boa notícia”. E que “novas” são essas? Segundo os mestres das Igrejas Orientais, é o anúncio da salvação do ser humano que já não terá ele um fim inócuo pela morte; não é a morte o fim de tudo; há vida pós-morte, “do outro lado” há uma vida que é um estado de plena felicidade, sem o sofrimento da matéria, sem as preocupações do que é material, um estado em que o ser que Deus criou a ele retorna para a plenitude da felicidade tal como Deus o criara no princípio.
Tatian o assírio, nascido pela segunda metade do século I do cristianismo, e já no século II, junto com seu filho, pregaram o cristianismo na Mesopotâmia em forma de versos musicados. Foi esse mesmo Tatian que produziu uma versão unificada em um só livro de quatro Evangelhos que ficou famoso por seu nome grego: Diatesseron, que significa “harmonia dos quatro”.
Em assírio-arameu, existem apenas fragmentos dessa obra, porém, a obra pode ser quase que inteiramente reconstituída através dos ensinamentos de Efrem (sec. IV). O Diatesseron foi traduzido para diversos idiomas e que restaram até nossos dias, dentre elas mencionam-se duas versões bem conservadas, uma em latim e outra em árabe. Aparentemente, o Diatesseron caiu nas graças do povo cristão pois contava de forma simples a vida, obras e ensinamentos de Jesus Cristo e por isso, permaneceu por muitos séculos como livro sagrado dos cristãos do oriente.
Os livros dos Atos dos Apóstolos também tornaram-se populares nas Igrejas do Oriente. Os mais famosos entre os povos de fala assíria-aramaica foram: Atos de São Tomé Apóstolo e Atos de Santo Adai Apóstolo pois esses dois tiveram passagem marcante pela Mesopotâmia.
No século V, Rabula, bispo de Edessa e reitor da universidade de Edessa, acatando a determinação do Concílio de Éfeso ( 431 d.C.), ordenou que todas as cópias do Diatesseron e Atos dos diversos Apóstolos que se encontrassem sob sua jurisdição fossem substituídas pela versão Pexito da Bíblia. Essa era uma versão composta pelos livros do Antigo Testamento, e parte do Novo Testamento. Por fim, todas as Igrejas Orientais (Siríaca Ortodoxa de Antioquia e Assíria do Oriente), acabaram por adotar essa versão Pexito.
A versão Pexito mais antiga subsiste em uma versão apenas dos quatro Evangelhos que figuram na Bíblia em idioma assírio-arameu. Dessa versão restaram dois exemplares; um conhecido como Codex Sinaiticus e o outro como Codex Curetonianus. Ambos são quase idênticos e são conhecidos no mundo ocidental como vetus syra qual seja: siríaca antiga. Talvez sua redação retroceda ao início do século II d.C.
Uma versão Pexito mais completa data de 464 d.C., proveniente da cidade de Amid (atual Diarbequir na Turquia) é o exemplar mais antigo e completo da Bíblia que se conhece no mundo e é escrita na grafia conhecida por estrangueloio (=grafia do evangelho). Encontra-se atualmente no museu Britânico em Londres, Inglaterra.
A versão Pexito da Bíblia, compilada do Targum (targum significa “tradução” em assírio-arameu, e era a tradução do Velho Testamento para o arameu) e das versões gregas e vetus syra do Novo Testamento, por Filocsinos (Phyloxenious) de Mabug (Hierápolis em grego, ficava na província de Beth Garmai, na Pérsia) já incorporava todos os livros do Antigo Testamento que incluía Macabeus, Judite, Eclesiástico (bar sirakh), a divisão em 151 Salmos, e mais o Novo Testamento, porém, sem as seguintes Epístolas: 2a de São Pedro, 2a e 3a de São João, de São Judas e o Apocalipse.
Finalmente, em 616 d.C., Tuma, bispo e reitor da escola de Harqual, apresentou uma revisão da versão de Filocsinos, já incluindo todas as Epístolas acima, porém baseado em versões gregas dos Evangelhos. Com isso, perdeu-se um pouco da “originalidade” semita que a literatura bíblica apresenta.
Enquanto a Igreja Assíria de Oriente utiliza somente a versão Pexito “original”, a Igreja Siríaca de Antioquia faz uso tanto dessa quanto da versão de Tuma de Harqual, conhecida como “Harqualoito”.
É interessante ressaltar que as versões ocidentais, tanto as latinas e as gregas apresentam uma divisão de 150 Salmos, tal como a versão masorética dos judeus, no entanto, entre os pergaminhos encontrados nas cavernas de Qumran, próximas ao mar Morto, pergaminhos esses pertencentes à biblioteca dos essênios e que datam do século I a.C., a divisão dos Salmos é de 151, tal como na versão Pexito.
A Bíblia, como a conhecemos, é uma compilação de diversos livros escritos pelo povo judeu, no correr de aproximadamente 700 ou 800 anos. Tradicionalmente, as Igrejas orientais, que se utilizam do idioma arameu em seus rituais, consideram que esses livros são de inspiração divina.
A Bíblia é composta basicamente por duas grandes divisões, o Antigo Testamento (também conhecido como Velho Testamento) e o Novo Testamento.
O Antigo Testamento está dividido em três grandes subdivisões: os Livros Históricos, os Livros dos Profetas e os Livros Sapienciais. Os Livros Históricos são Gênesis, Êxodo, Números, Josué, Juizes, Samuel (I e II), Reis (I e II), Crônicas (I e II), Esdras, Neemias, Judite, Ester e Macabeus. Os Livros Sapienciais são: Levítico, Deuteronômio, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes (em arameu: qohlat), Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico (em arameu: bar sirakh) e Lamentações. Todos os demais são Livros dos Profetas.
O Antigo Testamento começou a ser compilado por volta de 700 a.C. porém os mais antigos documentos que comprovam a sua existência datam do século I a.C., são os pergaminhos descobertos próximos ao mar Morto. Por esses pergaminhos, constatou-se que havia diversos outros livros que os judeus consideravam de inspiração divina, no entanto, não entraram no cânone bíblico, como por exemplo, o Livro de Enoc.
O Novo Testamento é composto por quatro grandes grupos: os Evangelhos (são 4), Atos dos Apóstolos, Cartas dos Apóstolos às diversas regiões do mundo e Revelação do final dos tempos (Apocalipse).
Para o cristianismo, o respeito pelo Antigo Testamento é devido pois é através dele que se chega historicamente ao Novo Testamento, é a prova da continuidade da comunicação de Deus com o ser humano, é a continuidade do plano divino para o ser humano e o universo. Por outro lado, o Novo Testamento, em especial os Evangelhos anunciam as “boas novas” à humanidade. Evangelho é uma palavra grega (ewangelion: pronuncia-se euán-guelion) composta que significa “boa nova”ou “boa notícia”. E que “novas” são essas? Segundo os mestres das Igrejas Orientais, é o anúncio da salvação do ser humano que já não terá ele um fim inócuo pela morte; não é a morte o fim de tudo; há vida pós-morte, “do outro lado” há uma vida que é um estado de plena felicidade, sem o sofrimento da matéria, sem as preocupações do que é material, um estado em que o ser que Deus criou a ele retorna para a plenitude da felicidade tal como Deus o criara no princípio.
História da Igreja Siríaca (ou Sirian) Ortodoxa
10:28 Postado por Elias (Wagner T. Florentino)

Foto: Catedral Siríaca Ortodoxa de S. Jorge - Campo Grande - MS
"Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa" (Mateus, cap. 5 - 14 e 15).
Ensejo das religiões
Desde os primórdios das civilizações, o homem, intuitivamente, traz consigo a idéia de algo superior a ele. No início causavam-lhe temor e admiração os fenômenos da natureza, como raios e trovões, eclipses, tempestades e os elementos naturais como água, sol, lua, terra e posteriormente pelo fogo. Achados de mais de 80.000 anos demonstram que o ser humano já praticava algum ritual religioso. Esqueletos deitados e com os joelhos dobrados, recobertos de pó vermelho alaranjado, indicam claramente que tratava-se de uma cova funerária em que se havia praticado um ritual de exéquias. A partir do fim da pré-história, o homem começou a agrupar-se em torno de uma idéia religiosa, tendo em comum a adoração por vários deuses (politeísmo). No decorrer dos tempos, o homem foi incorporando aos objetos de adoração inicial, divindades cada vez mais semelhantes ao ser humano centradas em figuras de criaturas que ainda viviam entre eles e que exerciam alguma forma de poder, ou figuras que já tinham vivido, como reis, rainhas etc. A imaginação popular da época, se encarregava de emprestar a esses seres, qualidades que eles não possuíam, moldando neles a imagem de um deus todo poderoso.
A história das civilizações nos informa que aos poucos os povos foram se agrupando de forma mais organizada e incorporando em sua cultura esse aspecto religioso que marcou quase todas as grandes civilizações deste planeta.
As primeiras civilizações de que temos conhecimento até hoje são as orientais (4 a 2 mil anos a.C.). Primeiramente os sumérios, acadianos, babilônios, assírios e egípcios (4 mil a 2 mil a.C.), e depois deles os fenícios, chineses, hindus, hititas, persas e medos (2.000 a.C a 300 a.C.), todos eram politeístas, com variações em suas divindades. As civilizações ocidentais: a cretense, a grega e a romana ( 1.500 a.C. a 300 d.C.) são mais novas e também tiveram o politeísmo como fator determinante em suas religiões. De todos esses povos, os assírios foram os primeiros a desviarem a rota do politeismo para o henoteismo (monolatria) que era a crença em duas ou mais divindades porém a adoração de uma só divindade, que era Assur. Depois foram seguidos pelos egípcios (deus Aton), fenícios (deus Baal) e finalmente pelos hebreus que provinham do Egito e perambulavam pela Fenícia e Canaã.
Religião implica na crença em seres considerados sobrenaturais, criadores do Universo. Os povos da Mesopotâmia, os sumérios, os assírios e os babilônios acreditavam que a finalidade desses serres era orientar moralmente o homem através dos ensinamentos da espiritualidade, levando-o à imortalidade .
A crença na existência da alma, de uma vida além da morte física e de leis morais que são fundamentos de todas as coisas tornaram-se a base da religião dos assírios e babilônios . Tais princípios emanariam do deus supremo, início de tudo, Assur e deveriam ser levados a todas as regiões do planeta; por esse motivo, eles tinham o dever de conquistar todas as nações e lhes "impor" esse conhecimento. Assim procederam até o desgaste de sua vitalidade como governo e acabaram por serem dominados por outros povos. Daí por diante, passaram à prática de zelar por sua fé de maneira pacífica até a chegada do Cristianismo através dos apóstolos e discípulos de Jesus de Nazaré.
Cristianismo
Iniciada por Jesus Cristo e seus discípulos, na primeira metade do século I; dentro da tradição assíria, foi Abgar, rei de um pequeno reinado assírio, o reinado de Urhoi (conhecido como Osrehene pelos romanos, atualmente Urfa na Turquia), que em 32 ou 33 d.C., ouvira falar de Jesus, enviou um missivista para convidá-lo a seu reinado, e quando do retorno do missivista, foi então convertido todo o povo de seu reino à nova fé. Depois, a capital da província Síria, Antioquia, aceitou a pregação cristã e lá foi fundada e organizada a primeira Igreja Cristã. De lá emanaram muitas pregações, tanto para oriente como para ocidente, transformando o cristianismo numa das religiões mais difundidas no mundo, com algo em torno de 1,9 bilhão de fiéis. O cristianismo entre os assírios compõe-se basicamente de duas grandes divisões que surgiram a partir do Concílio de Éfeso : Igreja Siríaca Ortodoxa de Antioquia e Igreja Assíria do Oriente. No século XVII, surge a partir da Igreja Assíria do Oriente a Igreja Caldéia, ligada à Igreja Romana e no início do século XIX, surge a partir da Igreja Ortodoxa de Antioquia, uma pequena Igreja Siríaca Católica Romana e no último século surgiram diversas denominações do protestantismo americano.
Além do cristianismo apostólico, existe uma pequena comunidade assíria gnóstica conhecida como Mandeus (madôie em aramaico) que aceitam o batismo de São João Batista porém não os ensinamentos de Jesus Cristo.
Não Cristãos
Basicamente, os assírios não cristãos dividem-se em dois grupos: os maometanos que aceitaram os ensinamentos de Maomé, profeta dos árabes e os Yezidis que formaram um sincretismo entre o zoroastrismo persa e parte das crenças antigas dos assírios, em especial o mito do "rei pavão" (malec tauss=malco táusso). Ambos grupos assimilaram a língua e a cultura árabe e acabaram por perder a sua identidade assíria.
Os Santos Ícones
19:47 Postado por Elias (Wagner T. Florentino)

O Icone portátil pintado em madeira está intimamente ligado á liturgia bizantina. Como objeto de culto ele tem uma relação teológica com o ortodoxo praticante. É tambem aceita pelo catolicismo romano porque antes da separação das igrejas a iconografia era tradição comum.Neste ultimo milénio tem ressurgido a tradição da iconografia como objeto de culto no ocidente. Do ponto de vista artístico a pintura de ícones reporta á tradição da pintura funerária egípcia no que respeita à técnica e tambem a sua função descritiva e pedagógica .O ícone divulgou-se através do império bizantino no seu apogeu e tambem na sua decadência sofrendo diversas influencias estrangeiras. Nos nossos dias ainda é pouco conhecido no ocidente estando a ser redescoberto nas últimas décadas pelos cristãos católicos romanos. O ícone do grego (eikonion) quer dizer imagem. É uma arte teológica que exprime a beleza do sagrado. Ela representa o espírito de Deus , a beleza profana é física, mas o ícone exprime a beleza do ser espiritual da personagem representada. Não podemos considerar o ícone como um retrato porque ele simboliza o Evangelho do Espírito Santo.A importância das cores e a expressão das figuras dão uma visão do mundo espiritual. A luminusidade das cores é particularmente intensa . As figuras aparecem coroadas com uma auréola dourada. Quando olhamos os ícones podemos facilmente reconhecer as pessoas representadas pois elas tem sempre os mesmos traços .Aqueles que conseguem deduzir todo o seu simbolismo recebem ajuda e inspiração, bem como um entendimento mais profundo da complexa natureza do homem . Por vezes os ícones parecem rígidos e impessoais aos olhos do ocidente; os corpos dos santos, ascéticos, acentuando em excesso a superioridade do espiritual sobre a natureza física. Encontramos tambem outros que expressam ternura compaixão e amor, virtudes que o homem compartilha com o Criador. Os cristãos ortodoxos não menosprezam o divino; crêem que necessitam de purificação e regeneração e os ícones confirmam esta crença. A vitória sobre a carne expressa-se pelos olhos que refletem a aventura eterna experimentada pelos que conseguiram harmonia com o Criador.
A Oração deJesus ou Oração do Coração.
18:52 Postado por Elias (Wagner T. Florentino)

"Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim pecador".
A "Oração de Jesus ou "Oração do Coração" é talvez, a mais simples e singela de todas as orações. Ela é bastante conhecida e pronunciada nos meios em que se prega a oração e trata-se de um precioso presente que se recebe no coração, como um beijo de despertar. Ali ela permanece inerte, até chegada a hora de ser praticada continuamente, abrindo uma nova perspectiva dentro do coração e da alma do ser humano. A "Oração de Jesus ou do Coração" é centralizada no Nome Divino, podendo apresentar algumas alterações nas palavras que a compõem, pois o poder está no nome de Jesus; deste modo o nome "Jesus", por si só, pode satisfazer todas as necessidades de quem ora. A oração retrocede ao Novo Testamento e tem tido um uso contínuo e tradicional. O método de contemplação baseado no Nome Divino é atribuído a São Simeão, chamado de "O Novo Teólogo" (949-1022). Aos 14 anos, São Simeão teve uma visão da Luz Divina, na qual parecia estar separado de seu corpo. Pasmo, e dominado por uma alegria sufocante, sentiu uma humildade que lhe consumia, e chorou, tomando emprestada a oração do Publicano: "Meu Deus, tem piedade de mim, pecador" (Lucas 18:13). Muito tempo depois desta visão, a grande alegria retornava a São Simeão cada vez que ele repetia a Oração; São Simeão ensinou a seus discípulos a orarem da mesma forma. A Oração evoluiu para sua forma expandida: "Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim pecador". Sob esta aparência ela chegou até nós através de gerações de monges e leigo piedosos. A invocação do Nome Divino, é usado mais comumente na Santa Igreja Ortodoxa, mas também é utilizada por Católicos Romanos e Anglicanos, embora em menor grau. Nos montes Sinai e Atos os monges produziram um sistema completo de contemplação baseado nesta simples e poderosa oração, pratica em absoluto silêncio. Estes monges vieram a ser conhecidos como "Quietistas" (em grego: "Hesicastas"). São Gregório Palamas (1296-1359), o último dos grandes Pais da Igreja, tornou-se o expoente dos Hesicastas. Ele conquistou, depois de muita luta, um lugar irrefutável dentro da Igreja para a Oração de Jesus, e os Quietistas. No século XVIII quando o Czarismo dificultou o monasticismo na Santa Rússia, e os Turcos covardemente esmagaram a Ortodoxia como um holocausto na Grécia, o monastério de Neamtzu na Moldávia (Romênia) se tornou um dos grandes centros para a Oração de Jesus. A oração é considerada essencialmente espiritual por ser focada completamente em Jesus: todos os pensamentos, esforços, esperança, fé e amor são derramados em devoção ao Deus Filho. Cumpre dois preceitos básicos do Novo Testamento. No primeiro, Jesus diz: "Em verdade, em verdade vos digo: o que pedires ao Pai, Ele vos dará em meu nome. Até agora, nada pedistes em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa" (João 16:23, 24). No segundo preceito temos a súplica de São Paulo para orar sem cessa, (1 Tess. 5:17). Mais adiante temos as instruções de Jesus sobre como orar (fornecidas por Ele próprio quando ensinou o Pai Nosso aos seus discípulos): "Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechando tua porta, ora ao teu Pai que está lá, no segredo; e o teu Pai, que vê no segredo, te recompensará". (Mateus 6:6).
Ortodoxia
20:33 Postado por Elias (Wagner T. Florentino)

O presente blog é obra de um cristão Siríaco Ortodoxo, do oeste do Brasil. O mesmo tem por objetivo dar a conhecer um pouco da Igreja Siríaca ou Sírian Ortodoxa, principalmente as comunidades do Brasil, em especial a de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Infelizmente este blog não conseguirá abordar tudo, mas deseja ser uma fonte inicial de leitura e de indicações de leitura e pesquisa para os leitores que assim desejar. Um fraterno e solidário abraço em IC XC. Que Deus esteja entre nós e tenha misericórdia de todos nós. O Autor (19/09/2007 - HOLY MARTYRS TROPHIMUS, SABBATIUS AND DORYMEDON
ST THEODORE, PRINCE OF SMOLENSK AND HIS TWO SONS DAVID AND CONSTANTINE - Menologion).
ST THEODORE, PRINCE OF SMOLENSK AND HIS TWO SONS DAVID AND CONSTANTINE - Menologion).